domingo, 30 de agosto de 2009

UNESP DESENVOLVE TÉCNICA PARA MELHORAR O APROVEITAMENTO DO ALIMENTO PELO ANIMAL

Unesp desenvolve técnica de esmagamento pós-colheita do milho. Processamento melhora, em média, 30% o aproveitamento do alimento pelo animal.
No método tradicional, a forragem utilizada para alimentar os animais tem início no campo quando as máquinas colhem e picam as plantas que serão levadas até o silo e depois compactadas para o armazenamento. No sistema desenvolvido pelos pesquisadores da Unesp de Botucatu e liderado pelo professor Ciniro Costa, do Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), este procedimento ganha uma nova fase: a do esmagamento do material após a colheita por um sistema de rolos compressores que são regulados para que nenhum grão passe intacto pelo mecanismo.
Segundo o zootecnista Ciniro Costa, durante essa etapa, ocorre a quebra do pericarpo, ou seja, da película de celulose que envolve o grão de milho completamente desenvolvido. Isto facilita o ataque dos microorganismos ruminais e das enzimas do trato digestório do animal aos nutrientes contidos no grão, aumentando o aproveitamento do amido em 15%. "De modo geral, este processamento melhora em média 30% o aproveitamento do alimento pelo animal, sugerindo em tese, uma menor quantidade de alimento fornecido".
De acordo com Cirino, o novo procedimento aumentou o intervalo ou janela de colheita da planta para até duas semanas. No processo de esmagamento, a colheita pode ocorrer mesmo depois de passado o ponto ideal e há um aumento médio de 30% na degradabilidade do material. O pesquisador explica que sem o esmagamento, e pelo fato da cultura se encontrar em um estádio mais avançado de maturação, grande parte dos nutrientes não seriam absorvidos ou aproveitados pelo animal e seriam perdidos nas fezes.
A próxima etapa do estudo é desenvolver uma colhedora de milho para ensilagem que já vai contar com o dispositivo apropriado para esmagar os grãos que escapam durante a picagem do material.
Fonte: Revista DBO
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

GOVERNO DE SÃO PAULO REDUZ A ZERO O ICMS DA CARNE

Carnes: Governo de SP reduz a zero ICMS para o setor.
A medida beneficia setores industriais, atacadistas e empresas de varejo de carnes bovina, suína e de aves.
A partir da próxima terça-feira, 1º de setembro, entra em vigor no Estado de São Paulo regime especial de tributação que isenta a produção e comercialização de carnes e produtos resultantes de abate em frigorífico paulista da cobrança do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A medida reduz a carga tributária de 7% para zero.
A isenção do ICMS simplifica todo o processo da escrituração das operações que envolvem os produtos beneficiados e as atividades de fiscalização. O decreto 54.650/2009, assinado pelo governador José Serra, reduz a burocracia para as empresas, favorece os consumidores e, ao mesmo tempo, resguarda a competitividade da economia paulista, desestimulando a guerra fiscal entre os Estados.
A medida abrange a distribuição de carnes e demais produtos comestíveis frescos, resfriados, congelados, salgados, secos ou temperados, resultantes do abate de aves, leporídeos (coelhos e lebres) e animais dos rebanhos bovino, bufalino, caprino, ovino e suíno.
Fonte: DCI
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BAGAÇO DE CANA PODE VIRAR GÁS E DEPOIS ÁLCOOL

A transformação de caldo em etanol aproveita somente um terço do potencial energético da cana-de-açúcar. Os outros dois terços estão no bagaço e na palha. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está criando, com um grupo de empresas, um projeto para desenvolver uma técnica de gaseificação de biomassa, que permitiria transformar esse material que hoje não é utilizado em vários produtos, como gasolina, diesel, metanol, etanol e fertilizantes. Fechamos um acordo com quatro grandes indústrias químicas do Brasil, definido o modelo de fomento e de propriedade industrial, disse João Fernandes Gomes de Oliveira, diretor-presidente do IPT. Distribuímos o memorando de entendimento, que deve ser assinado até o fim do mês. A planta-piloto de gaseificação será instalada em Piracicaba (SP), em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). O IPT tem 30 anos de pesquisa em gaseificação. É uma tecnologia que funciona muito bem na bancada (no laboratório), afirmou Oliveira. O desafio é fazê-la funcionar em escala comercial. O processo de gaseificação de carvão é usado comercialmente na África do Sul há muito tempo, desde a década de 1950. Lá, eles transformam o carvão mineral em gás para depois convertê-lo em diesel e gasolina. Por causa do apartheid (política de segregação racial), eles não podiam importar petróleo, explicou o pesquisador Ademar Hakuo Ushima, do IPT. O centro de gaseificação de biomassa de Piracicaba deve ficar pronto no fim de 2010. A ideia é que a pesquisa dure três anos, com o objetivo de chegar ao término desse período com o domínio de uma técnica que tenha viabilidade comercial. O IPT está submetendo o projeto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para levantar de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões para a pesquisa.
Fonte: Folha de Londrina
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

PESQUISADORES CRIAM CARNE BOVINA EM PÓ

Pesquisadores da USP e Unesp criam a carne bovina em pó, a mistura é rica em proteínas de alto valor biológico e ferro.
Pesquisadores da USP e da Unesp criaram a partir de cortes magros de carne bovina uma mistura protéica em pó solúvel para a dieta de pessoas que não podem mastigar alimentos sólidos, atendendo suas necessidades nutricionais. Os testes do produto apontaram boa aceitação da mistura entre pacientes que fizeram cirurgias bariátricas (redução de estômago) e pós-operatório de cirurgias labiopalatinas.
A carne em pó é elaborada com cortes magros da parte dianteira e traseira de carne bovina, obtidos no abate e da desossa dos animais, para que o produto tenha o menor teor possível de gordura saturada. O processo é submetido ao controle de qualidade do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A mistura é transfomada em pó, sem a adição de temperos, estabilizantes e corantes industrializados. De fácil manuseio, o produto se dissolve rapidamente em sopas, purês, cremes e patês.
"Numa pessoa adulta, uma porção de 15 a 20 gramas de carne em pó supre as necessidades diárias de proteína animal, ao lado da ingestão de leite e ovos", explica a nutricionista Suely Prieto de Barros, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da USP de Bauru (mais conhecido com Centrinho), uma das responsáveis pelo projeto.
Cada 100 gramas (g) de carne em pó possui 80g de proteínas de alto valor biológico, 335 calorias e apenas 1,6 gramas de gordura. Segundo dados do Inmetro, na mesma quantidade de contra-filé grelhado sem gordura são encontrados 2,02g e no lombo grelhado sem gordura, 3,30g. A idéia dos pesquisadores é oferecer um produto que possa ser encontrado no mercado a um preço acessível.
Uma indústria de alimentos está elaborando as embalagens e um logotipo para o produto. O alimento foi idealizado por Suely e o desenvolvimento científico teve a participação de Silvia Justina Papini-Berto, nutricionista e professora da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, e Maria Inês do Val Maringoni Marques, nutricionista do Centrinho. As pesquisadoras tiveram a colaboração de Roberto Clemiuc e José Luiz Herrera, do Grupo Bertin, na industrialização da mistura proteica em pó.
Fonte: Agência USP
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terça-feira, 28 de julho de 2009

CANA IRRIGADA COM EFLUENTE

Cana irrigada com efluente do esgoto doméstico tem maior produtividade.
Experimentos realizados numa área de cerca de 6 mil metros quadrados na cidade de Lins, em São Paulo, mostraram a viabilidade de utilização de efluentes de esgoto doméstico na irrigação de uma cultura experimental de cana-de-açúcar.“O efluente foi retirado da estação de tratamento de esgoto da cidade. A irrigação com o líquido propiciou uma melhor produtividade da cultura, em relação ao manejo tradicional. A produção foi superior em cerca de 50%”, estima o engenheiro agrônomo Rafael Marques Pereira Leal, aluno do programa de doutorado da Esalq - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP de Piracicaba.
As pesquisas tiveram início em 2005 quando uma equipe coordenada pelos professores Adolpho José Melfi e Célia Regina Montes, realizou o plantio da cana e passou a irrigar a cultura com efluente de esgoto tratado. Os estudos integram um projeto temático da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
Segundo Leal, o efluente de esgoto doméstico possui pouca contaminação de metais pesados. “No final do experimento é que constatamos um alto teor de sódio no efluente. Esses teores tendem a aumentar também no solo e, caso não seja manejado, podem ocasionar prejuízos ao solo e à planta”, lembra. “Apesar de propiciar maior produtividade em relação ao cultivo tradicional, a irrigação da cana-de-açúcar com efluente requer cuidados e monitoramentos constantes”, recomenda o engenheiro.
O efluente foi bombeado à plantação após passar por um filtro de areia que reteve algumas partículas em suspensão que poderiam entupir o sistema de irrigação. Ele continha além de água, nitrogênio, fósforo e potássio que são importantes para a cultura. Normalmente, o líquido é lançado em cursos d'água, o que pode ser danoso ao meio ambiente.
Leal lembra que em outros países, principalmente os que possuem climas áridos, como Austrália e Israel, é comum a utilização de efluentes de esgoto na irrigação de diversas culturas. De acordo com Leal, ainda serão necessários estudos que analisem a viabilidade econômica da aplicação de efluentes na irrigação da cana-de-açúcar. “Principalmente porque em alguns locais, com a impossibilidade de canalização do efluente, teríamos custos com o transporte do líquido”.
Fonte: Agência USP
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