sexta-feira, 21 de maio de 2010

PEJUÇARA TESTA TRIGO NA ALIMENTAÇÃO DAS VACAS

Experiência inusitada, alimentar com trigo vacas de leite, fez com que técnicos da Emater/RS-Ascar das Regiões Administrativas de Ijuí e Porto Alegre e o vice prefeito de Pejuçara, Cirineu Mantovani, visitassem a comunidade Macuglia, interior do município, onde mora o produtor Luciano Villani.
Há três anos, Villani planta trigo da variedade tarumã em 28 hectares, mas apenas uma parte é colhida. Pouco menos da metade, 13 hectares, é reservada para alimentar as 50 vacas que produzem leite. “As folhas do trigo têm muita proteína e energia e fazem as vacas produzirem mais", garantiu o produtor que chega a comercializar 272 mil litros de leite ao ano. “É uma das estratégias da região para aumentar a produção”, disse o assistente técnico de criações e forrageiras da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, Marcelo Brandoli.
“O trigo com duplo propósito não chega a ser uma novidade, pois já era utilizado na década de 60”, disse o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Pedro Urubatan Neto da Costa. Contudo, prosseguiu Urubatan, “há produtores que estão retomando esse hábito com a vantagem de, agora, poderem contar com mais tecnologia”.
Urubatan também chamou a atenção para o manejo que é feito na propriedade. “Cerca de 80% do esterco ficam ou retornam aos piquetes”, exemplificou. “E podemos imaginar o que isso significa se levarmos em conta que as fezes de uma única vaca geram cerca de 60 kg de nitrogênio por ano, além da uréia”, disse ele. “Eu não poupo no adubo”, completou Villani, apontando para a esterqueira que possui na propriedade.
A grande quantidade de palha que o trigo produz e o formato das suas raízes ajudam a manter a umidade e a oxigenar o solo, assim como o cuidado com a fertilidade também deve ser uma preocupação que o produtor deve ter constantemente.
Considerada uma das atividades prioritárias pela Emater/RS-Ascar e prefeitura, a produção de leite gera renda para cerca de 250 famílias de Pejuçara, município de pouco mais de 3 mil habitantes. Segundo a supervisora da Emater/RS-Ascar, Auria Schröder, o trabalho que os extensionistas Loiva Mittelstaedt e Paulo Zambra realizam no município “tem o objetivo de melhorar a gestão da produção de leite, diminuindo os custos e a penosidade do trabalho, e melhorar a qualidade do leite e de vida das famílias rurais”.
Esse trabalho está respaldado pela Frente Programática Assistência Técnica e Extensão Rural, criada pela Emater/RS-Ascar em sintonia com os Programas Estruturantes do Governo do Estado com o objetivo de estimular o produtor a produzir mais e melhor.
Fonte: Emater/RS - Escrito por Cleuza Noal Brutti - Assessora de Imprensa da Emater/RS - Ascar Regional Ijuí - Extraído do Site: http://www.projetos.unijui.edu.br/cidadania/index.php/gscnoticiasap/2-maio-2010ap/45-leite-pejucara-testa-trigo-na-alimentacao-das-vacas
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terça-feira, 11 de maio de 2010

ESTUDO COMPROVA QUE PECUARIA NO PANTANAL PRESERVA MEIO AMBIENTE

As informações confirmam estudos anteriores que comprovavam a sustentabilidade da pecuária no bioma.
O relatório "Monitoramento das alterações da cobertura vegetal e uso do solo na Bacia do Alto Paraguai - Porção Brasileira" foi coordenado pela WWF-Brasil, com a participação de outras quatro ONGs e sob consultoria técnica da Embrapa Pantanal.
O estudo mostrou que a pecuária tradicional e extensiva praticada no Pantanal brasileiro contribuiu para conservação de 87% da vegetação da região. A situação já era de conhecimento de técnicos e pecuaristas que trabalham e vivem naquele bioma. O que faltava eram informações técnicas que agora foram levantadas por este trabalho.
José Aníbal Comastri Filho, chefe-geral da Embrapa Pantanal, lembra que a pecuária é praticada no Pantanal há 270 anos e o bioma é o mais conservado do país. "O Pantanal deveria servir de exemplo para outros biomas e até para outras regiões do mundo. O que outros países estão fazendo para garantir a conservação da vegetação nativa de seus biomas? Há poucas informações neste sentido".
O pesquisador lembra que os resultados do estudo demonstram que a produção pode conviver com o meio natural, adaptando-se às suas condições e gerando menor impacto sobre a biodiversidade e os demais serviços ecossistêmicos. Comastri defende ainda que o Poder Público crie mecanismos de compensação ambiental para os produtores que ajudaram a conservar o Pantanal. "Eles precisam ter acesso a algum benefício para que continuem explorando a região da forma tradicional, como sempre fizeram. Graças a eles os brasileiros conseguiram manter praticamente intacto o Patrimônio da Humanidade", disse.
Fonte: Embrapa Pantanal Corumbá (MS)

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sábado, 17 de outubro de 2009

PALMEIRA MACAÚBA, OPÇÃO PARA PRODUÇÃO DE RAÇÃO ANIMAL

No Brasil, a macaúba aparece de forma espontânea em diversos estados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estudam tecnologias para aproveitamento econômico e sustentável dos frutos da macaúba, palmeira nativa de florestas tropicais, para a produção de biodiesel e ração animal. A planta produz até cinco mil litros de óleo por hectare. A extração é feita por moagem e prensagem dos frutos, explica o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Leonardo Bhering. O resíduo pode ser usado como fertilizante orgânico ou como ração para bovinos, caprinos e ovinos.
A Embrapa Agroenergia e a Embrapa Cerrados, com financiamento do Ministério da Agricultura, realizam levantamento da ocorrência de maciços nativos de macaúba, em Minas Gerais e Goiás. Os resultados desse estudo podem levar à definição de regiões para instalação de usinas de biodiesel.
Fonte: Mapa
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"CHIP DO BOI" TESTADO EM MINAS GERAIS

Fazenda em Prudente de Morais foi a primeira a receber os brincos com tecnologia 100% nacional.
Os brincos com o "Chip do Boi" forão aplicados em 500 cabeças de gado na Fazenda Santa Rita, em Prudente de Morais, município distante cerca de 50 km de Belo Horizonte. A demonstração aconteceu na sexta-feira, 16 de outubro, na propriedade que pertence à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
A tecnologia foi desenvolvida pela Ceitec S.A., a primeira empresa especializada no desenvolvimento e produção de chips da América Latina. Situada em Porto Alegre, RS, a empresa é uma estatal, com fins lucrativos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Ao todo, a Ceitec vai testar 10 mil brincos em outras fazendas de diversas regiões brasileiras; o produto será comercializado a partir de 2010. O chip permite a rastreabilidade das informações sobre os animais de forma totalmente eletrônica. O brinco com o chip funciona como uma identidade eletrônica do boi, incluindo dados como data de nascimento, vacinas e manejo. Tudo fica armazenado no sistema desenvolvido para rastreabilidade.
Site: http://www.ceitec-sa.com/
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

RIBEIRÃO VENCE DISPUTA E CONTINUARÁ SEDE DA AGRISHOW

Entidades promotoras da Agrishow, principal feira do agronegócio da América Latina, assinam amanhã renovação do convênio com o governo de São Paulo para prorrogar, até 2014, a cessão da área do estado em Ribeirão Preto (SP) onde o evento é realizado há 16 anos. O anúncio ocorrerá em São Paulo (SP), na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB), cujo presidente, Cesário Ramalho, também comanda a Agrishow. Na ocasião, será anunciado ainda um novo plano diretor para a utilização da área onde é realizada a Agrishow.
O plano prevê, entre outras mudanças, a ampliação de 190 para mais de 200 hectares da área da feira, a alteração no local de exposição, a construção de marginais de acesso e de uma nova entrada, exclusiva para a Agrishow. "Vencemos, junto com a Secretaria de Agricultura, barreiras horrorosas, como as que impediam investimentos privados e ampliação na área", disse Ramalho. Ele admitiu que será difícil ocupar todos os espaços na feira em 2010 com a ampliação da área. "Acho até que não iremos vender toda a área, mas teremos espaço para que ela cresça nos próximos cinco anos". Com o crescimento, os organizadores esperam atrair para a feira, dominada até então por máquinas agrícolas, outras empresas do agronegócio, como produtoras de sementes, insumos, fertilizantes e irrigação.
Em 2010, a feira irá contar com o retorno das grandes montadoras de tratores e colheitadeiras, que boicotaram a Agrishow em 2009 alegando restrição de gastos. Há ainda a previsão de que a área seja utilizada também no segundo semestre para a realização de outro evento, pois a Agrishow é realizada entre a última semana de abril e a primeira de maio.
"Temos ideia de fazer o maior aproveitamento possível da área, mas não há ainda uma proposta clara", afirmou Ramalho. O novo plano diretor vai atender ainda a demanda dos técnicos do Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), cuja área integra parte da propriedade do Estado onde é realizada a Agrishow e que agora será independente.
A definição da Agrishow em Ribeirão Preto encerra uma guerra política com a vitória da prefeita local, Dárcy Vera (DEM), diante do governo petista que comanda São Carlos (SP) desde 2001. São Carlos lutou para levar a feira com o investimento, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e com o governo federal, na construção da Cidade da Energia.
Fonte: DCI
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