segunda-feira, 23 de julho de 2012

BRASIL, CELEIRO DO MUNDO

Brasil o futuro Celeiro do Mundo
Há tempo destacada, a participação do Brasil na produção mundial de alimentos deverá ser ainda maior nos próximos anos. O Brasil integra um pequeno grupo de países produtores agrícolas - do qual fazem parte Rússia, Ucrânia, China, Indonésia e Tailândia - que responderá pela maior parte da produção adicional necessária para alimentar a população mundial até 2050. Até lá, de acordo com projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), para atender à demanda, a produção mundial terá de crescer 60%. Nos próximos anos, outros países em desenvolvimento deverão se integrar a esse grupo, mas será cada vez menor a contribuição dos países industrializados para prover o alimento adicional de que o mundo necessitará no futuro.
Para evitar a fome no mundo, na metade deste século, a produção anual de cereais deverá ser 1 bilhão de toneladas maior do que a registrada em 2007 e a de carne precisará aumentar 200 milhões de toneladas. O relatório das duas organizações internacionais, com as projeções para a produção agrícola entre 2012 e 2021 - e que estende algumas delas para 2050 -, leva em conta o crescimento da população mundial, do índice de urbanização e do nível médio de renda no período.
Um dado preocupante do estudo é a redução do ritmo do crescimento anual da produção agrícola mundial, que alcançou 2% nas últimas décadas, mas deverá cair para 1,7% nas próximas. Ainda assim, será um crescimento maior do que o previsto para a população mundial, razão pela qual a produção por habitante continuará crescendo ao ritmo de 0,7% ao ano, estimam a OCDE e a FAO.
Na próxima década, o Brasil deverá registrar o maior crescimento de produção agrícola em todo o planeta. Até 2019, segundo o estudo, a produção brasileira deverá crescer 40%, bem mais do que o aumento estimado para a produção da Rússia, da Ucrânia, da China e da Índia.
Embora com resultados inferiores aos do Brasil, outros países da América do Sul também aumentarão de maneira expressiva sua produção. Desse modo, como observou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, "a América do Sul está se convertendo em um grande celeiro" do mundo.
Estudo anterior da OCDE, divulgado no início do ano, mostrou com clareza a evolução da agricultura brasileira da segunda metade do século passado até hoje, destacando o expressivo aumento da produtividade, sobretudo a partir de 1970. Entre 1961 e 2007, enquanto a produtividade de países industrializados como França, Inglaterra e Estados Unidos aumentou menos do que a média mundial do período, de 1,48% ao ano, a do Brasil cresceu 3,6% ao ano, mais do que a média da América Latina, de 2,6%, e dos países em desenvolvimento, de 1,98%.
Na última década, os ganhos alcançados por alguns países, como Rússia e Ucrânia, foram maiores do que os do Brasil, mas esses países tinham um nível de produtividade muito baixo, daí seu crescimento mais rápido no período. Outros países conhecidos por sua forte presença no comércio mundial de produtos agrícolas, como Austrália, Canadá e México, além da Coreia do Sul, ao contrário, ficaram menos eficientes.
É reconhecido o papel fundamental de alguns fatores para o aumento veloz e contínuo da produtividade agrícola no Brasil. O avanço da pesquisa liderado pela Embrapa, com o desenvolvimento de variedades mais adequadas às condições brasileiras e o emprego de técnicas mais produtivas, é um deles. O aumento das exportações, que passou a exigir mais volume e mais qualidade, a preços competitivos, é outro. Os preços internacionais igualmente contribuíram para dar mais eficiência à agricultura do País. Por fim, a nova mentalidade do produtor rural permitiu a adoção de novos métodos de gestão e gerou um conhecimento mais acurado do mercado.
Melhor estaria o campo no Brasil, e poderia aumentar ainda mais rapidamente seus resultados, se dispusesse de infraestrutura e serviços logísticos que lhe garantissem custos competitivos para levar sua produção até o porto.
Extraído do site Pecuaria.com.br - http://www.pecuaria.com.br/info.php?ar=1&&ver=12748Editorial de O Estado de S. Paulo de 21/07/2012 - Foto: http://jornalcorreiodasemana.com.br/site/?p=25260
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MT PRETENDE FAZER FRENTE AO LEITE IMPORTADO

Maior parte da produção leiteira de MT não atende padrões de qualidade
Enquanto os problemas de gestão desestruturam a pecuária de leite nas propriedades de Mato Grosso, da porteira para fora os problemas com o setor se acentuam com o abastecimento da bebida produzida na Argentina e no Uruguai. De olho no mercado consumidor brasileiro os países vizinhos estão investindo na produção de leite. Para não perder espaço e aproveitar o potencial produtivo do estado, os produtores de Mato Grosso querem fomentar a cadeia leiteira com melhora na higiene, manuseio e alimentação dos animais.
De acordo com o 'Diagnóstico da Cadeia do Leite de Mato Grosso', feito pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Argentina teve uma produção de 10,5 milhões de litros de leite em 2010, enquanto o Uruguai produziu 1,8 milhão de litros no mesmo ano. Já o Brasil produz 31,6 milhões de litros. Apesar da liderança, muito leite uruguaio e argentino tem sido despejado no mercado, prejudicando a produção brasileira, principalmente a de Mato Grosso.
"Nosso mercado é atrativo", conta o presidente da Cooperativa Lacbom, Ademar Furtado. A empresa, que tem cerca de 1,5 mil associados, pretende expandir a produção nos próximos anos. Segundo ele, em curto prazo a produção deve alcançar a capacidade da cooperativa que é de 240 mil litros de leite por dia. Atualmente os cooperados produzem 170 mil litros de leite por dia, sendo 130 mil destinados para a produção de leite longa vida, em caixinha. "O restante é transformado em queijos, requeijão, entre outros produtos".
Furtado explica que o Brasil não tem políticas públicas eficientes para valorizar a produção regional. "O que produzimos é todo destinado para o mercado interno. Temos condições de aumentar a produção, mas precisamos de incentivos". O aumento da produção, de acordo com o presidente da cooperativa, virá com o incremento da produtividade.
O produtor de São José dos Quatro Marcos, Luiz Carlos dos Santos, também planeja investimentos. Ele conta que a entrada do leite da Argentina e do Uruguai pressionou os preços. "O produtor brasileiro ganhou menos". Mas independente deste cenário, enfatiza que o pecuarista precisa se qualificar. "É preciso saber o quanto gastamos e o quanto ganhos para poder ter competitividade. A cadeia precisa de organização", declara.
Extraído do site: MT Agora - http://www.mtagora.com.br/noticia/4534/agronegocios/maior-parte-da-producao-leiteira-de-mt-nao-atende-padroes-de-qualidade.html - Foto: Assessoria/Famato
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