terça-feira, 1 de novembro de 2016

USP DESENVOLVE VACINA CONTRA O CARRAPATO

USP Ribeirão Preto desenvolve vacina contra o carrapato
Estudos piloto demonstraram eficiência de até 87% no controle do parasita com o uso de formulação que contém diferentes antígenos
Desenvolver uma vacina contra o carrapato-do-boi está longe de ser tarefa fácil. De acordo com a pesquisadora Isabel Miranda Santos, da Universidade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, testes mostraram que para alcançar maior eficiência é necessário trabalhar com vários antígenos. “Nos últimos experimentos que fizemos, tivemos níveis de eficiência de 73% com um conjunto menor de antígenos, e 87% com outro maior”, diz.
A vacina mais eficiente provocou danos sobre as fêmeas do carrapato, que após sugarem o sangue dos animais ficavam túrgidas (inchadas) e não conseguiam botar ovos. Com menos parasitas nas pastagens, o controle da infestação é facilitado.
Além da questão do maior número de antígenos, que difere de outras pesquisas nacionais e internacionais, a solução desenvolvida na USP tem mais uma vantagem. “A diferença é a origem das proteínas que são utilizadas. No caso da nossa vacina, a escolha foi por antígenos a que o boi é exposto naturalmente”, afirma Isabel.
Enquanto os antígenos da vacina cubana, Gavac, já disponível no mercado, estão presentes no intestino do parasita, a vacina estudada na Universidade de São Paulo tem como base antígenos que são inoculados no boi durante o processo de fixação do carrapato no seu couro. “Então, o contato permanente com esses antígeno reforça a imunidade do rebanho, fazendo com que a memória do animal vacinado seja mais durável”, explica a pesquisadora. Na prática, o reflexo é observado na menor frequência necessária entre uma e outra vacinação; período que ainda não foi completamente definido.
O fim dos carrapaticidas - O que se sabe é que a vacina pode substituir o uso de produtos químicos no controle do carrapato. Esses produtos, além de serem potenciais geradores de resíduos na carne e no leite dos animais, têm tido sua eficácia comprometida com o desenvolvimento de resistência entre os parasitas.
“A cada ano você tem nas pastagens de dois a três tipos de carrapato, e cada fêmea deixa ali muitos descendentes. Fazer o controle só com uma arma é aumentar a chance de selecionar os parasitas. Aqueles que criam resistência diminuem a eficácia dos produtos”, afirma Isabel.
Hoje, além da vacina, estão sendo estudados repelentes e marcadores genéticos no combate ao parasita. “Certas raças bovinas têm por característica serem menos suscetíveis ao carrapato, e isso é hereditário”, diz a pesquisadora. No caso desses animais, quando as fêmeas do carrapato eventualmente conseguem sugar seu sangue, elas põem menos ovos. “Então, é como se essa característica funcionasse como uma vacina autógena”, explica Isabel. Um exemplo de raça animal mais tolerante aos carrapatos seria a Braford, comparativamente aos taurinos puros.
Comercialização - Patenteada, a vacina desenvolvida na USP de Ribeirão Preto segue no momento em fase de transferência de tecnologia para a iniciativa privada. “Desde 2014, a Bayer demonstrou interesse nos nossos resultados e estamos trabalhando para colocar um produto no mercado”, diz Isabel. Por enquanto, não há previsão para o lançamento.
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

quinta-feira, 21 de julho de 2016

SUBNUTRIÇÃO EM VACAS LEITEIRAS

Subnutrição em vacas leiteiras, como agir?
Nossos produtores de leite sabem o quanto uma vaca precisa comer diariamente? Será que as vacas estão tendo disponibilidade de alimento condizente com o volume de leite esperado? Caso o volume de produção estiver baixo, os limitantes deverão ser identificados! Não podemos apenas esperar a próxima estação do ano para que tudo melhore!
Existem sim vacas leiteiras em subnutrição, em alguns casos por falta de quantidade de alimento na propriedade, e por horas pela falta de “visão do dono”, onde simples detalhes de manejo trariam melhoras significativas no desempenho animal.
Características de raça, peso vivo e volume de produção (ou mantença) são alguns dos principais parâmetros observados para estimativas de exigência nutricional de uma vaca. Para fim de cálculos nutricionais, trabalha-se com valores de Matéria Seca (MS) dos alimentos; ou seja, tudo o que a vaca come, subtraindo-se o teor de umidade dos ingredientes da dieta.
Uma vaca em lactação necessita aproximadamente 1 Kg de MS para cada 1,5 litros de leite produzido. Após a determinação da quantidade em Kg de MS, parte-se para os demais ajustes de formulação, onde o balanço de proteínas, carboidratos, minerais (entre outros) é verificado. Quanto maior a produção, maior deverá ser o consumo! A composição da dieta determina a qualidade na fermentação ruminal, gerando precursores para garantir quantidade e qualidade no leite produzido.
Quando não atendemos os valores mínimos de MS exigida, e ou há desequilíbrio nos demais níveis nutricionais, certamente teremos problemas, sendo que a baixa produção leiteira é o primeiro a aparecer. A subnutrição limita volume de leite, bem como a qualidade do mesmo, como nos casos de leite LINA (Leite Instável Não Ácido). Quando se trata de animais jovens como vacas em primeira lactação, os prejuízos poderão ser ainda maiores, visto que estes animais ainda estão em fase de crescimento e demandam muita energia para tal. A subnutrição também causa redução na atividade ovariana, resultando em baixa eficiência reprodutiva.
Um bom planejamento forrageiro sempre deverá estar entre as prioridades do produtor, visto que a capacidade de produção de alimentos é um dos pontos determinantes para o sucesso na atividade. Quanto temos baixa disponibilidade de pasto independente da época do ano, a compensação deverá vir através da maior inclusão de volumosos conservados (silagens, pré-secados) e também pelo uso de um concentrado mais proteico, o qual geralmente é mais caro. Ter noção de quanto de cada alimento as vacas estão comendo é tarefa de extrema importância e exige tempo e dedicação. O importante é saber monitorar o manejo de alimentação, prevendo, identificando e tomando a atitude certa, no momento certo.
Em momentos de alta nos preços de insumos para produção, também temos uma boa reação nos preços pagos pelo produto leite, o que traz alívio aos produtores eficientes, que conseguem manter um bom volume entregue. Para a grande parcela de produtores que possuem baixo volume de produção nesta época, fica a tarefa de identificar seus pontos fracos, projetar ações, e o mais importante coloca-las em prática. Para que se tenha sucesso, independente da atividade, precisamos de gestão e um bom apoio técnico para consultoria na atividade.
Fonte: Folha Agrícola - http://folhaagricola.com.br/artigo/subnutricao-em-vacas-leiteiras-como-agir - Artigo publicado na edição de Julho/16 Por Rodrigo Görgen Chaves, Médico Veterinário, Tecnólogo em Agroindústria, Mestrando em Desenvolvimento Rural, Produção Animal CRMV-12562
Imagem: Fazenda Santa Cruz, Castro/PR, propriedade de Armando Rabbers - extraído do Site Programa Empreendedor Rural - http://www.empreendedorrural.com.br/
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

segunda-feira, 11 de julho de 2016

CONTROLE ESTRATÉGICO DE CARRAPATOS

Importância do controle estratégico de carrapatos nos rebanhos
Um dos maiores responsáveis por prejuízos nos rebanhos brasileiros é o carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, um ectoparasita encontrado por todo o país, onde existem condições climáticas ideais para sua disseminação. Em estudo recente, estimou-se que os carrapatos poderiam ser responsáveis por aproximadamente 3,2 bilhões de dólares das perdas potenciais na produtividade dos bovinos no Brasil (GRISI et al, 2014).
Os bovinos expostos aos carrapatos podem apresentar anemia, perda de peso, baixa conversão alimentar, lesões no couro, e infecção por patógenos que provocam importantes enfermidades como a tristeza parasitária bovina (babesiose e anaplasmose) e, consequente, morte. Os pecuaristas que não se atentam em fazer um controle eficiente desses parasitas podem ter enormes perdas na produtividade do seu rebanho. O carrapato bovino está presente em todos os estados brasileiros, porém é importante ressaltar que se encontra uma variação no ciclo de sua infestação de acordo com o clima presente de cada região.
Na maior parte do Brasil, a estratégia mais indicada é realizar o controle estratégico do carrapato aproveitando o momento de ocorrência das diferentes gerações para realizar o tratamento dos animais. Com isso, os carrapatos são controlados e mantem-se em menor número parasitando o gado, facilitando o processo de controle das gerações posteriores. Deste modo, o pecuarista consegue diminuir a maior quantidade possível de uma geração desses parasitas, reduzindo sua procriação ao longo do ano. Assim, o produtor consegue interferir no ciclo do parasito, fazendo um controle efetivo de sua população e evitando a alta infestação no gado.
Um dos maiores obstáculos no controle eficiente das infestações de carrapatos no campo é o uso incorreto dos carrapaticidas. Esses produtos são a principal ferramenta utilizada no combate aos parasitas, e embora seu uso seja empregado há muito tempo, ele ainda é feito de modo incorreto por alguns produtores. A aplicação indevida desses produtos, além da subdosagem ou preparo inadequado, pode desencadear a seleção de indivíduos resistentes. A chamada resistência acontece quando um carrapato sobrevive a uma aplicação do produto devido a um fator genético de resistência ao acaricida aplicado e ao se reproduzir, esse indivíduo transmite às gerações posteriores informações genéticas de resistência aquela molécula do produto.
Os problemas mais comuns com os acaricidas estão no modo de conservar, diluir e momento correto de se realizar a aplicação. É preciso que os criadores corrijam essas falhas e de fato façam controle estratégico em seus rebanhos, tanto para corte quanto para leite. Ao adotar um sistema estratégico de controle do carrapato e as doenças por ele transmitidas, o criador consegue reduzir gastos com medicações e evitar maiores prejuízos econômicos.
Fonte: Notícias da Pecuária - http://noticiasdapecuaria.com.br/noticia/artigo-importancia-do-controle-estrategico-de-carrapatos-nos-rebanhos - Por Rouber Silva, gerente de Serviços Técnicos da Merial Saúde Animal
Imagem: Marcos La Falce, site Embrapa - Produtos, Processos e Serviços
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

terça-feira, 5 de julho de 2016

CALOR EM EXCESSO PREJUDICA REPRODUÇÃO BOVINA

Calor excessivo prejudica capacidade reprodutiva dos bovinos
A exposição a temperaturas elevadas e à radiação solar intensa influencia na fertilidade dos bovinos. A introdução de árvores em sistemas pecuários é uma opção viável para melhorar o bem-estar animal e manter sua capacidade reprodutiva regular.
Uma das alternativas apontadas pela Embrapa Pecuária Sudeste é a adoção de sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que além de outros benefícios, disponibiliza sombra e favorece a redução da temperatura corporal dos animais. Esse efeito é mais perceptível na primavera e verão, e nos períodos mais quentes do dia.
Todas as vezes em que a temperatura corpórea dos bovinos de corte ou de leite aumenta, uma série de consequências negativas se desencadeia. Quando um animal sente desconforto devido ao calor, ele passa a produzir uma quantidade maior de cortisol, hormônio diretamente ligado ao estresse. De acordo com o pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, o aumento da concentração desse hormônio faz com que os animais se alimentem menos, o que prejudica significativamente a produção. Em um animal de corte, o crescimento é menor e consequentemente a produtividade também.
Já o gado de leite passa a consumir uma quantidade maior de água para que aconteça a termorregulação corpórea. Como decorrência, o animal passa a apresentar maior sudorese e, com isso, perde líquidos e sais minerais fundamentais para a produção de leite. Os prejuízos financeiros aumentam porque além da água ser um insumo e gerar custos para o produtor, o leite apresenta menor qualidade e valor comercial.
Do ponto de vista reprodutivo, os altos índices termocorpóreos também trazem prejuízos ao produtor. Quando a temperatura corpórea do touro se eleva, a temperatura interna dos testículos também sobe. Isso faz com que a quantidade e a qualidade do sêmen reduzam. Na fêmea, o processo é similar. Quando a temperatura interna da fêmea aumenta, os ovócitos produzidos são de baixa qualidade, impedindo, muitas vezes, a fecundação.
Caso ocorra, o embrião exige condições favoráveis para seu desenvolvimento e a temperatura ideal é uma delas. O feto é altamente sensível às oscilações térmicas e pode até morrer precocemente, sem que os profissionais que acompanham a gestação percebam. Ainda assim, em situações de estresse durante a fase gestacional, o feto pode sofrer defeitos congênitos, como má-formações morfológicas.
No pós-parto, o bezerro também é prejudicado pelo estresse pelo calor. O jovem animal tem, por natureza, seu metabolismo mais acelerado. A frequência cardíaca e respiratória é elevada quando comparada à de um animal adulto. Entretanto, o mecanismo de termorregulação de um filhote é menos eficiente e isso o deixa mais suscetível às oscilações de temperatura do ambiente. Por isso, ele pode apresentar hipertermia associada ao calor do ambiente de uma forma muito mais intensa do que nos animais adultos.
Para reverter esse quadro, a Embrapa Pecuária Sudeste aposta no uso de sistemas de produção integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), para proporcionar conforto térmico e, em consequência, diminuir o estresse ao qual os animais são submetidos em sistemas convencionais.
Os sistemas integrados apresentam uma série de vantagens. Possibilitam ao produtor ter duas ou três atividades econômicas no mesmo espaço, ao mesmo tempo. Dessa forma, a monocultura é deixada para trás e as fontes de renda vindas de um mesmo espaço se multiplicam.
A integração também oferta benefícios para o meio ambiente, como o aumento da retenção de água pelo solo, de disponibilidade de matéria orgânica e a qualidade do capim, quando consorciado à silvicultura e lavoura.
Garcia conta que, para os animais, o fator mais relevante é o sombreamento da pastagem. "O gado procura pelas áreas sombreadas e ali fica parte do dia, quando as temperaturas estão mais elevadas", afirma o pesquisador. As copas das árvores bloqueiam grande parte da radiação solar que incidiria diretamente no rebanho e ainda reduzem a temperatura ambiente em até cinco graus, proporcionando maior conforto aos animais.
Fonte: Gisele Rosso (MTb/3091), Embrapa Pecuária Sudeste: pecuaria-sudeste.imprensa@embrapa.br, Telefone: (16) 3411 5625
Colaboração: Anaterra Dantas - Embrapa Pecuária Sudeste, Mais informações sobre o tema, Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC): www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
Foto: Gisele Rosso
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

SUPLEMENTAÇÃO NO PERÍODO DE SECA

A suplementação para bovinos é essencial no período seco
Entre o período de abril e setembro, os países localizados no trópico sul têm sua produção de forragens afetada pela estacionalidade, o que torna praticamente impossível conciliar a produção de forragem de alta qualidade, durante o ano todo, com a demanda de nutrientes que os animais precisam.
Este fato gera a necessidade de suplementação mineral, proteica e energética dos bovinos, na época seca, momento em que o objetivo dos pecuaristas deve ser o incremento do ganho de peso dos animais.
Na tentativa de garantir a oferta de forragem aos animais neste período, muitos produtores vedam piquetes precocemente, o que resulta em aumento do intervalo entre cortes do capim. Este ato ocasiona alterações significativas na estrutura e composição do capim, que será pastejado pelo animal. A maior altura do dossel forrageiro será representada por incremento de haste, que apresenta valor nutricional bem inferior às folhas.
No momento do pastejo, se o dossel forrageiro estiver muito alto, o animal gastará mais tempo para realizar um bocado, o que pode acarretar menor ingestão ao longo do dia. Em adição, a forragem consumida apresentará menores teores de minerais, proteína bruta e energia, porém maior teor de fibra.
É comum desempenho insatisfatório no período seco, quando bovinos não são suplementados com fontes proteicas, energéticas e mineral adequadas. Ao suplementar os animais com nutrientes limitantes na forragem, nesta época, haverá incremento no consumo de forragem e maior digestibilidade do alimento ingerido. A adoção desta prática elimina o chamado “boi sanfona”, animal que perde peso no período seco do ano, fato que compromete a eficiência econômica e produtiva de qualquer propriedade. Ao oferecer aos bovinos o suplemento mineral adequado, a deficiência nutricional será corrigida, proporcionando ganho de peso ao animal.
Para manutenção do peso vivo dos animais, no período seco, é necessário o fornecimento de um suplemento mineral ureado, o qual apresenta somente a ureia como fonte de nitrogênio. No entanto, o fornecimento de um suplemento mineral proteico, com pelo menos 30% de Proteína Bruta, que propicie o consumo de 100 g de proteinado para cada 100 kg de peso vivo, resultará em um ganho de peso que vai variar de 150 a 250 g por animal por dia. Já o fornecimento de um suplemento mineral proteico/energético, com pelo menos 30% de Proteína Bruta, que proporcione o consumo de 200 g para cada 100 kg de Peso Vivo, terá em um ganho de peso com variação de 300 a 500 g por animal por dia. O ponto fundamental, independente do suplemento, é a presença de oferta de forragem suficiente.
Os suplementos minerais proteicos ou proteico/energéticos devem ter em sua composição proteína verdadeira, proveniente principalmente do farelo de soja, bem como fonte de nitrogênio não proteico (ureia). A quantidade de proteína verdadeira e ureia dependerá do teor de proteína bruta do proteinado e do valor nutricional da forragem ofertada.
Um bom suplemento proteico e/ou proteico/energético apresenta teores de sódio, farelos vegetais e ureia adequados para regular o consumo de tais suplementos. Não há necessidade de abastecer os cochos diariamente. No entanto, a cada três dias é fundamental que os cochos disponham de tais suplementos e sejam monitorados. Apesar de serem disponibilizados no período seco, os cochos devem ser cobertos, pois chuvas ocasionais podem ocorrer. Além disto, devem apresentar orifícios que permitam o escoamento de água, visto que estes suplementos apresentam ureia em sua composição.
Fonte: Notícias da Pecuária - http://noticiasdapecuaria.com.br/noticia/artigo-a-suplementacao-para-bovinos-e-essencial-no-periodo-seco - Por José Leonardo, Zootecnista e Gerente de Produtos para Ruminantes
Imagem: Rural Centro e Rehagro
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

domingo, 22 de maio de 2016

O COLOSTRO NA CRIAÇÃO DE BEZERRAS

Qual a importância do correto fornecimento de colostro na criação de bezerras?
O colostro nada mais é que o primeiro leite liberado pela vaca nos primeiros dias após o parto. Possui aparência amarelada e viscosa, com alta quantidade de sólidos e elevado valor nutritivo. Rico em gorduras e proteínas, sendo a primeira responsável pelo fornecimento de energia aos animais e a segunda além de participar do metabolismo confere proteção contra doenças, que são os anticorpos ou imunoglobulinas.
Os bovinos possuem a placenta diferenciada de outros animais não permitindo a passagem de anticorpos da mãe para o feto. Portanto as bezerras irão adquirir imunidade passiva contra doenças a partir da ingestão do colostro, até que seu organismo tenha capacidade de produzir suas próprias imunoglobulinas, que acontece na segunda ou terceira semana de vida (SALLES, 2011).
A transferência de imunidade ocorre até as primeiras 24 horas vida, após as células do intestino delgado se fecham e não permitem dos anticorpos para a corrente sanguínea, que irão atuar contra patógenos. O primeiro fornecimento do colostro deve ocorrer nas três primeiras horas de vida, pois é quando ocorre a máxima absorção intestinal associado ao pico de secreção de anticorpos no colostro. O volume oferecido deve ser de 10% do peso vivo do animal divididos em diversas refeições diárias (LEITE,2012).
O método de fornecimento é determinado pelo produtor levando em consideração a eficiência de absorção intestinal, momento da primeira ingestão e volume do colostro consumido. Salientando que quando a bezerra permanece com a mãe após o nascimento o produtor perde o controle sobre o momento da primeira ingestão e quantidade ingerida, além de ficar em contado com microorganismos causadores de doenças.
Se o objetivo é obter uma vaca saudável, produtiva e longeva é necessário garantir inicialmente um manejo eficiente na criação das bezerras. Desta maneira é necessário dar atenção especial a colostragem, manejo sanitário e nutricional nos primeiros dias de vida do animal.
Fonte: Folha Agrícola - http://folhaagricola.com.br/artigo/qual-a-importancia-do-correto-fornecimento-de-colostro-na-criacao-de-bezerras - Artigo publicado na edição de maio/16 por Viviann Y. Einsfeld- Acadêmica de Agronomia – UTFPR-DV - einsfeld.viviann@gmail.com
Imagem: Colostrum Quality
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

segunda-feira, 9 de maio de 2016

JUMIL LANÇA NOVO EQUIPAMENTO

Jumil lança novo vagão para misturar forragem e concentrado
Equipamento feito com fundo em aço naval tem durabilidade seis vezes maior do que misturadores tradicionais
“Usualmente, depois de um ano e meio, dois anos, as pessoas têm que fazer uma reforma em seus misturadores, seja no fundo do vagão ou nas pás da rosca central”, afirma a diretora de marketing da Jumil, Patrícia Moraes. Isso acontece em virtude do uso constante da máquina - dedicada ao preparo da alimentação animal - e também pela característica abrasiva da silagem.
De olho nessa questão, a marca lançou um modelo de misturador cuja rosca e o fundo, 'cocho da máquina', são de aço naval. Também conhecido como Raex, o material foi testado em laboratório e promete ter durabilidade seis vezes maior do que o tradicional aço carbono usado na fabricação dessas estruturas. De acordo com Patrícia, os testes consideraram o uso do equipamento por uma média de quatro vezes ao dia. Outros diferenciais da máquina são a fresa e as facas para corte do volumoso.
“A fresa do Jumix, como foi chamado o produto, é um opcional que pode ser acoplado à máquina a qualquer momento, sem que haja necessidade de mexer na estrutura dela”, afirma Patrícia. Isso é possível também por conta de onde a peça vai acoplada. A solução encontrada pela empresa, em vez de trabalhar com a fresa presa ao depósito do vagão, foi acoplá-la ao chassi. “Hoje, nas máquinas convencionais, quando a fresa apoia no silo, ele desconta o peso dela, o que faz com que a quantidade de silagem que você está colocando varie o tempo todo”, diz a diretora de marketing. O objetivo da mudança foi ter uma pesagem mais precisa e maior eficiência na entrega da alimentação para os animais. “A alimentação corresponde hoje a uma média de 73% dos gastos que o pecuarista tem. Desse total, 70% é investido em concentrado. Daí a importância de ter uma pesagem mais precisa e que ajude a preservar a sopa ruminal, dando melhores condições de absorção dos nutrientes”.
Quanto ao corte do volumoso, a ideia foi adotar facas planas para evitar que o vagão repique o tamanho da fibra da silagem. De acordo com Patrícia, geralmente são usadas facas quando é empregada a fibra longa na dieta, o que no Brasil, segundo ela, está mais restrito à região Sul. “A maioria dos Estados só trabalha com silagem e se você tem uma repicagem muito curta pode impactar a sopa ruminal das vacas de forma negativa”, argumenta.
O preço do Jumix vai de R$ 100 mil a R$ 130 mil, dependendo do tamanho do equipamento e da carga de ICMS aplicada a cada Estado. Só o cocho em aço especial, sem o eixo, Patrícia estima que valha 20% do valor da máquina. “Mas se a gente considerar que ele é seis vezes mais resistente, no fim, além dos outros diferenciais, a vantagem é que a troca demora mais para acontecer”. 
Fonte: Portal DBO - http://www.portaldbo.com.br/Portal/Espaco-empresarial/Jumil-lanca-novo-vagao-para-misturar-forragem-e-concentrado/16337
Imagem: Marina Salles - Portal DBO
Site da Jumil: http://www.jumil.com.br/
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

PROCESSAMENTO DE GRÃOS

Processamento de grãos na colheita e silagem
Para aproveitar melhor o amido presente na silagem de milho, os grãos precisam ser quebrados em pequenas partículas
Para um melhor aproveitamento do amido presente na silagem de milho, os grãos de milho necessitam ser quebrados em pequenas partículas. No passado acreditava-se que uso eficiente do amido ocorria quando os grãos estavam parcialmente quebrados.
Contudo, atualmente sabe-se que o pericarpo, a camada fibrosa que recobre o grão, dificulta o acesso dos microrganismos ruminais ao amido e quanto melhor processado o grão maior será a exposição do amido e consequentemente sua digestibilidade. Portanto conhecer o grau de processamento ou seja, o quanto a ensilagem foi capaz de expor o amido torna-se importante para otimizar o desempenho animal.
Como avaliar o processamento de grãos durante a colheita?
O momento mais adequado para avaliar o processamento de grãos é durante a colheita, onde ajustes são passíveis de ser realizados em tempo. No entanto, pode ser difícil avaliar a fração do grão quando a mesma está misturada com a fração fibrosa da planta (folhas, sabugo e colmo). A técnica de separação por água foi desenvolvida para ser aplicada de forma fácil no campo para separar a fração de grãos da fibra (Savoie et al., 2004). Esta técnica leva em consideração a diferença da flutuabilidade entre os grãos e a fração fibrosa. Quando se coloca a amostra em uma bacia com água, a fração fibrosa flutua e os grãos afundam. O método é muito simples, requer apenas uma bacia com água e é de fácil aplicação no campo. Os passos do procedimento são descritos abaixo:
Passo 2
Passo 1: É necessário um recipiente (bacia ou balde) para que se coloque a água. A recomendação é encher até ¾ do volume do recipiente.
Passo 2: Coletar duas ou três mãos-cheias do material que foi colido e coloca-lo sobre a água.
Passo 3
Passo 3: Agite o material cuidadosamente para ajudar a separar o grãos da fração fibrosa. Um minuto de agitação já é suficiente. Cuidadosamente agite o material para ajudar os grãos afundarem até o fundo da bacia.
Passo 4
Passo 4: Remova a fração fibrosa flutuante do recipiente. Isso pode ser realizado com as mãos ou com uso de uma peneira.
Passo 5
Passo 5: A água estará um pouco turva e os grãos serão difíceis de serem visualizados, mas eles estarão no fundo do recipiente. Logo, para ver os grãos drene cuidadosamente a água do recipiente. Embora não seja necessário, a água pode ser drenada através de uma peneira para capturar um pequena fração de grãos que flutuaram.
Passo 6
Passo 6: Os grãos podem ser espalhados sobre um pano ou papel toalha e água remanescente será removida dos grãos. Após isso, os grãos podem então ser distribuídos para inspeção e avaliação do grau de processamento.
O método funciona bem durante a colheita e pode até mesmo ser usado para avaliar a silagem, contudo a avaliação pós-armazenamento tem menos valor, pois as opções para corrigir deficiências de processamento são limitadas. Caso o teor de matéria seca da planta de milho no momento da colheita ou da silagem de milho seja baixo ( < 30 % ) a separação em água é dificultada. Para melhorar a separação, segue abaixo algumas recomendações:
Quando a cultura está com baixo teor de matéria seca, folhas verdes escuras irão afundar juntamente com os grãos. Estas folhas podem ser separadas manualmente após o Passo 5. Outra alternativa é secar parcialmente a amostra antes da separação.
Isto pode ser feito de várias maneiras. 1) Secar por dois minutos em um forno micro-ondas. 2) O material pode ser espalhado sobre uma lona de plástico preto e colocadas sob o sol por um hora ou mais para secá-lo suficientemente para ajudar a separar folhas verdes.
O material ensilado, especialmente se ensilado com alta umidade, não irá separar bem. Uma secagem completa da amostra numa estufa irá promover uma melhor separação.
Se, após a drenagem da água presente no recipiente (Passo 5 acima) houver muita palha misturada aos grãos, adicione um pouco de água novamente para ao recipiente, agite o conteúdo e rapidamente drene a água. Esta segunda separação ajuda a remover o restante da fração fibrosa.
O método de separação em água é mais indicado para o momento da colheita, pois possíveis ajustes podem ser realizados. Sua aplicação na silagem já confeccionada é limitada, pois já não existe a possibilidade manipulação no processo. Além disso, silagens e principalmente mais úmidas são difíceis de serem separadas em água. Como descrito acima necessitam de secagem prévia e em alguns casos a repetição do procedimento.
Fonte: Portal DBO - http://www.portaldbo.com.br/Portal/Artigos/Processamento-de-graos-na-colheita-e-silagem/15133 - Por: Gustavo Salvati, zootecnista e doutorando da Esalq-USP
Publicação: Boletim da Forragem Pecege e QCF/ Esalq
Imagens: Portal DBO e Alexandre M. Pedroso
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

SILAGEM CARAMELIZADA

Silagem caramelizada: Qual o significado?
Processo ocorre devido à elevação da temperatura do volumoso.
Apesar do nome “Silagem caramelizada” ser sugestivo e nos remeter ao pensamento de um doce saboroso, quando o termo caramelizado se refere à conservação de forragens, a conotação de “saboroso” se reverte para prejuízo.
O processo de caramelização ocorre devido à elevação da temperatura da silagem e a partir desta ocorrência o açúcar presente na forragem se carameliza (“derrete como se colocássemos açúcar cristal na panela e levássemos ao fogo”). Como resultado final, geralmente é observado coloração enegrecida da silagem e no caso da silagem de milho pode-se verificar que os grãos presentes tornam-se de coloração marrom.
Este processo é muito descrito na literatura e muito encontrado nas propriedades brasileiras e do exterior. O nome para esta reação de caramelização é reação de Maillard, sendo que a mesma não só altera a coloração da silagem, mas causa grandes transformações no valor nutritivo da silagem, o qual pode afetar significativamente o desempenho animal.
A reação de Maillard é definida pela ocorrência de polimerização química não enzimática de acúcares solúveis e hemicelulose com aminoácidos da planta que foi ensilada, quando a temperatura da silagem se eleva acima dos 40 oC de temperatura. Estes polímeros depois de formados tornam-se indisponível para o animal, sendo que a detecção do problema pode ser visualizada pelo aumento dos teores de nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA).
Os principais fatores responsáveis pela geração de tal reação são: teor de matéria seca da planta elevado, baixa eficiência no enchimento e compactação do silo e baixa qualidade da vedação. Todos esses fatores se relacionam diretamente com um único denominador, que é o oxigênio, e as explicações para tal fato são apresentadas abaixo:
• Elevado teor de matéria seca: Teor de matéria seca elevado confere silos com densidades inferiores e, dessa forma, é maior a porosidade na silagem. Silos que apresentam maior quantidade de poros (menor densidade) são prejudicados, pois o processo de respiração da planta e de microrganismos tem maior duração, gerando maior aquecimento da massa;
• Baixa eficiência no enchimento e compactação: Caso o silo tenha baixa eficiência no seu enchimento, como por exemplo, a demora no enchimento (muitos dias abertos), a presença do oxigênio irá gerar calor novamente, pelo mesmo efeito comentado anteriormente. Já com relação a compactação do silo o problema novamente se esbarra na questão da menor densidade de silagem no silo;
• Baixa qualidade da vedação: A vedação deve ser encarada como continuidade do processo de conservação, e não como muitos encaram como sendo a parte final do processo. A lona que veda o silo está susceptível a várias intempéries que podem prejudicar o sucesso do processo de fermentação, e são elas: aves, animais, rasgos e a própria lona, que dependendo de sua qualidade permite entrada considerável de oxigênio e, novamente a história se repete, entrada de oxigênio no sistema, dá inicio ao processo de respiração microbiano, que também podemos chamar de deterioração aeróbia da silagem.
A reação de Maillard pode estar afetando a qualidade da sua silagem, vale lembrar que uma simples análise de proteína bruta não irá demonstrar diferenças em valor nutritivo, pois esta análise faz uma leitura de todo o nitrogênio presente na silagem. Caso a silagem apresente sinais de caramelização, uma análise de NIDA deve ser requerida e juntamente ao nutricionista da propriedade checar se a produção de leite está apresentando alterações.
Fonte: Portal DBO - http://www.portaldbo.com.br/Portal/Artigos/Silagem-caramelizada-Qual-o-significado/15091 - Por: Rafael Camargo do Amaral - Zootecnista e Doutor em Ciência Animal pela Esalq/USP.
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

PASTAGENS TROPICAIS: SOLO E ÁGUA

Conservando solo e água em pastagens tropicais.
Somente o manejo correto pode contribuir para minimizar o impacto das chuvas.
Apesar do destaque atual, a conservação do solo e da água são temas bastante antigos com relatos históricos, inclusive bíblicos. No Brasil, o assunto também já esteve em pauta há tempos. Um desses registros data da década de 30, especificamente o ano de 1938. Na ocasião, o engenheiro agrônomo Dr. Fernando Penteado Cardoso, escrevera para o Suplemento Agrícola do jornal O Estado de São Paulo o texto denominado "Alerta contra a erosão", onde procurou mostrar a importância do terraceamento em áreas agrícolas e os desastrosos efeitos da erosão nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo.
Mais recentemente, pesquisadores da Embrapa Trigo e colaboradores, realizaram um estudo mostrando que os níveis de nutrientes nos solos de várzea, próximas a áreas de lavouras, eram muito superiores aos encontrados nas lavouras sem terraceamento. Ao passo que, os níveis destes mesmos nutrientes na lavoura e na várzea, em áreas de cultivo terraceadas, encontravam-se bem semelhantes. Ou seja, por meio deste estudo foi demonstrado que somente a cobertura morta da palhada, em áreas de Plantio Direto, em muitas ocasiões não é suficiente para minimizar os efeitos adversos da erosão.
Em condições tropicais, como é o caso da maior parte do Brasil, a erosão hídrica assume papel de destaque, sendo esta a principal causa de erosão do solo. Este tipo de erosão possui três fases distintas: a desagregação das partículas de solo, o transporte e a deposição destes sedimentos nos cursos d'água.
As pastagens são um dos principais tipos de vegetação que possuem capacidade de manter a cobertura do solo de maneira efetiva e uniforme. Esta afirmação torna-se bastante interessante do ponto de vista de sustentabilidade ambiental, visto que o Brasil possui mais de 100 milhões de hectares ocupados com pastagens. No entanto, observam-se em grande parte dos casos, áreas com pastagens em algum estágio de degradação, tanto do pasto quanto do solo. Por quê?
A resposta para esta questão envolve diversas áreas das ciências agrárias, mas os principais motivos são: espécie forrageira inadequada ao local; má formação inicial (por diversos motivos); manejo e práticas culturais inadequadas; ocorrência de pragas e doenças; manejo animal impróprio (especialmente excesso de lotação e sistemas inadequados de pastejo) e ausência ou aplicação incorreta de práticas de conservação do solo, em função do tipo de solo da propriedade ou da gleba.
Em áreas de pastagens com lotação excessiva, com pouca massa de forragem e solo descoberto, a forrageira perde uma de suas principais funções no que diz respeito à conservação do solo, que é a de minimizar o impacto da gota de chuva diretamente no solo, evitando a desagregação das partículas. Esta é a primeira, e talvez a mais importante, etapa para instalação do processo erosivo no solo em áreas de pastagens tropicais.
Uma das alternativas para minimizar o problema seria o uso de uma ferramenta lançada recentemente pela Embrapa Gado de Corte: a régua de manejo de pastagens. Essa tecnologia tem por objetivo principal determinar a altura de entrada e saída dos animais do piquete, em função da disponibilidade forrageira. No entanto, caso as alturas preconizadas sejam observadas pelos pecuaristas, especialmente a altura de saída dos animais, esta ferramenta será de grande utilidade também para a conservação do solo e da água. Manejando a pastagem corretamente, evitando o manejo popularmente conhecido como "rapadão", a maior massa de forragem certamente irá contribuir para minimizar o impacto da chuva diretamente no solo e facilitar a infiltração de água no perfil.
Outra prática bastante utilizada e que tem sido subestimada ultimamente é a construção de terraços. O terraceamento em propriedades rurais tem basicamente duas funções: diminuir o comprimento dos lançantes e promover a infiltração de água no solo. Um dos grandes erros cometidos em conservação do solo e da água é o de achar que somente o uso de terraços é suficiente para resolver o problema de erosão na propriedade rural. Para o efetivo controle da erosão do solo em pastagens tropicais, o uso do sistema de terraceamento deve, obrigatoriamente, ser associado a outras práticas de conservação, sendo as principais o manejo do pastejo e o controle da taxa de lotação animal.
O dimensionamento e alocação dos terraços são baseados em vários parâmetros como o tipo de solo, relevo, declividade, cultura a ser implantada, potencial erosivo da chuva na região, etc. Todos os métodos de dimensionamento do sistema de terraceamento na propriedade rural levam em conta, além das características mencionadas, também o potencial de infiltração de água no solo entre um terraço e outro. Propriedades rurais com excesso de lotação animal (taxa de lotação superior à capacidade suporte) e manejo inadequado do pastejo (pouca disponibilidade de massa forrageira e solo descoberto), certamente irão sobrecarregar o sistema de terraços, tornando esta técnica com maior probabilidade de insucesso.
Os cuidados e as observações descritos acima, para propriedades que têm a pecuária como atividade principal, são também válidos para produtores que fazem uso de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária ou Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Ressalta-se que o dimensionamento/alocação dos terraços quando em sistemas integrados de produção deve ser realizado com base no componente lavoura, reconhecidamente de maior potencial erosivo. Quando da presença do componente arbóreo em sistemas de produção integrados, este pode, dependendo da disposição dos renques de árvores, contribuir também para minimizar os efeitos da erosão eólica, comum em algumas regiões do Brasil.
É importante frisar que a conservação do solo e da água seja vista de forma sistêmica, abrangendo toda bacia ou sub-bacia. Para se obter sucesso nesta difícil empreitada faz-se necessário o uso integrado de um conjunto de práticas que reduzam o impacto da gota de chuva no solo, diminuam o escorrimento superficial e aumentem a infiltração de água no solo, contribuindo, desta forma, para a recarga de aquíferos e minimizando o assoreamento em córregos, rios e lagos.
A sociedade não agrícola deve estar ciente que, o produtor rural que trabalha de maneira correta a adubação e o manejo das pastagens, bem como utiliza práticas de conservação do solo e da água, certamente estará contribuindo para que as águas das chuvas infiltrem com maior facilidade no perfil do solo, abastecendo o lençol freático, produzindo com sustentabilidade e minimizando, de certa forma, os custos com tratamento de água.
Fonte: Portal DBO - http://www.portaldbo.com.br/Portal/Artigos/Conservando-solo-e-agua-em-pastagens-tropicais/15041 - Por Alexandre Romeiro de Araújo - Zootecnista e pesquisador de Solos e Nutrição de Plantas da Embrapa Gado de Corte.
Agropecuária NUTRIVERDE® - Um novo conceito em Saúde Animal - Todos os Direitos Reservados
Rua Dom Bosco, 940 - Castelo - CEP 14.300-000 - Batatais-SP
CNPJ: 10.968.775/0001-09 - IE: 208.119.588.119 - 
SAC: agropecuaria.nutriverde@hotmail.com
FONE: Tim (16) 98135-2934 - Claro (16) 99300-0758 - WhatsApp (16) 99300-0748
Copyright © 2009-2017 - Blog designed by Sérgio Raymundo